O Cinema nacional teve seu instante de amadurecimento com o Cinema Novo na década de 60. Vários filmes ganharam destaque nos cenários nacional e internacional. Pode-se dizer que o marco inicial desta época de prosperidade é o lançamento do filme “O Pagador de Promessas”, escrito e dirigido por Anselmo Duarte. Foi o primeiro filme nacional a ser premiado com a Palma de Ouro do Festival de Cinema de Cannes.Zé do Burro - Leonardo Villar - e sua mulher Rosa - Glória Menezes - vivem em uma pequena propriedade a 42 quilômetros de Salvador. Um dia, o burro de estimação de Zé é atingido por um raio e ele acaba indo a um terreiro de candomblé, onde faz uma promessa a Santa Bárbara para salvar o animal. Com o restabelecimento do bicho, Zé põe-se a cumprir a promessa e doa metadade de seu sítio, depois começa uma caminhada rumo a Salvador, carregando nas costas uma imensa cruz de madeira. Sua "via crucis" se torna mais angustiante ao ver que a esposa se enamora com o cafetão - Geraldo Del Rey - e, para piorar as coisas, o padre Olavo - Dionísio Azevedo - nega-lhe entrar na "sua" Igreja, já que Zé fizera promessa num terreiro de "macumba".
Música tema de abertura: Iluminada, com gravação de Maria Bethânia - Visualizar Maria Bethânia:
Iluminada
Quando você me acendeu
Fiquei toda arrepiada
Vi claridade no breu
Minha alma iluminada
Senti uma febre danada
Perdi minha hora marcada
Abri minha porta fechada
E o meu corpo tremeu
Eu estava apaixonada, meu Deus
Quando você me entendeu
Eu não entendia nada
Minha vida renasceu
E amei estar sendo amada
Senti uma febre danada
Perdi minha hora marcada
Abri minha porta fechada
E o amor se rendeu
Quero ser sua namorada, meu Deus
Seja lá quem te mandou
Meu amor te recebeu
E hoje o céu de sua estrela
Menino, sou eu
Menino, sou eu
Seja lá quem te mandou
Meu amor te recebeu
E hoje o céu de sua estrela
menino, sou eu
Menino, sou eu
Música tema de abertura: Iluminada, com gravação de Maria Bethânia - Visualizar Maria Bethânia:
Iluminada
Quando você me acendeu
Fiquei toda arrepiada
Vi claridade no breu
Minha alma iluminada
Senti uma febre danada
Perdi minha hora marcada
Abri minha porta fechada
E o meu corpo tremeu
Eu estava apaixonada, meu Deus
Quando você me entendeu
Eu não entendia nada
Minha vida renasceu
E amei estar sendo amada
Senti uma febre danada
Perdi minha hora marcada
Abri minha porta fechada
E o amor se rendeu
Quero ser sua namorada, meu Deus
Seja lá quem te mandou
Meu amor te recebeu
E hoje o céu de sua estrela
Menino, sou eu
Menino, sou eu
Seja lá quem te mandou
Meu amor te recebeu
E hoje o céu de sua estrela
menino, sou eu
Menino, sou eu
Com o lema “ uma câmara na mão e uma idéia na cabeça”, outros diretores impulsionam o Cinema Novo. Os filmes deste período começam a retratar a vida real, mostrando a pobreza, a miséria e os problemas sociais, dentro de uma perspectiva crítica, contestadora e cultural. Neste contexto, aparecerem filmes como “ Deus e o diabo na terra do Sol” e “Terra em transe”, ambos do diretor Glauber Rocha. Outro cineasta que também merece destaque neste período é Carlos Diegues, autor de Ganga Zumba.Sinópse:
O gancaceiro Manuel e sua mulher Rosa são obrigados a viajar pelo sertão, após ele ter matado o patrão. Em sua jornada, eles acabam cruzando com um Deus negro, Um diabo loiro e um temível homem. Esta é considerada a obra-prima de Glauber Rocha, um dos mais importantes cienastas brasileiros da nossa história.
Música tema:
Gluber Rocha/Sérgio Ricardo
Anunciando ao público, marcante e lento:
Vou contar uma história
Na verdade e imaginação
Abra bem os seus olhos
Pra enxergar com atenção
É coisa de Deus e Diabo
Lá nos confins do sertão
Narrativo, lento:
Manuel e rosa
Vivia no sertão
Trabalhando a terra
Com as própria mão
Até que um dia -pelo sim pelo não-
Entrou na vida deles
O santo Sebastião
Trazia a bondade nos olhos
Jesus Cristo no coração
Agitado, na feira:
Sebastião nasceu do fogo
No mês de fevereiro
Anunciando que a desgraça
Ía queimar o mundo inteiro
Mas que ele podia salvar
Glauber Rocha
Nome completo: Glauber de Andrade Rocha
Data de nascimento 14 de março de 1939
Local de nascimento Vitória da Conquista, Bahia, Brasil
Data de falecimento 22 de agosto de 1981 (42 anos)
Local de falecimento Rio de Janeiro, Brasil
Ocupação: Diretor, roteirista, ator, escritor
Festival de Cannes
Prêmio da Crítica (FIPRESCI):
1967 Terra em Transe
Melhor Diretor:
1968 O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro
Melhor curta-metragem:
1977 Di Glauber

